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Literatura

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Lídia Jorge diz que Prémio Charles Bisset foi uma "surpresa enorme"

publicado 12:51 13 Março '09

Lisboa, 13 Mar (Lusa) - A escritora Lídia Jorge descreveu como uma "surpresa enorme" o Prémio Charles Bisset 2008, atribuído pela Associação Francesa de Psiquiatria ao seu romance "Combateremos a Sombra", "Nous combatrrons l`Ombre" na tradução das Éditions Métaillé.

"Agradou-me bastante a distinção porque concilia méritos literários com exactidão médica, o que foi positivo, pois estava com receio de ter elementos pouco exactos em termos médicos no livro", declarou à escritora à Agência Lusa.

O Prémio Charles Bisset, segundo palavras da escritora, é atribuído a "quem através da literatura consiga penetrar nos sentidos humanos".

Assinalando que não escreveu "propriamente sobre uma doença do foro mental", a autora reconhece que, para a feitura do livro, "mergulhou muito" no seu interior, além de ter observado o "silenciamento feroz de elementos exteriores".

"Vivemos tempos de grande solidão - observou - e é curioso que em França, ao contrário de Portugal, tenham descrito o livro como uma metáfora contemporânea das sociedades modernas".

Segundo a Dom Quixote, a editora de "Combateremos a Sombra", Lídia Jorge é a primeira autora portuguesa a receber este prémio, pela primeira vez atribuído em 1987 e que distingue obras que, pela sua qualidade, "evocam e aprofundam a problemática humana e que respeitem a verdade dessa problemática".

O galardão - com o nome de um médico e escritor inglês do século XVIII - será entregue à escritora durante o Salão do Livro, em Paris, em sessão em que estará presente e apresentará o livro o presidente da Associação Francesa de Psiquiatria, Michel Demangeant.

PZF/RMM.

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