terça, 09 fevereiro 2010 | 20:31

Hospital de Guimarães

por RTP actualizado às 15:56 - 22 Novembro '09

Direcção admite incapacidade para lidar com gripe A

publicado 09:12 22 Novembro '09
Alguns dos utentes que recorreram ontem às urgências do Centro Hospitalar "fartaram-se de esperar" e deram largas à indignação RTP

O director clínico do Hospital de Guimarães reconhece que a afluência devido à gripe A tornou a situação na unidade de saúde insustentável. Ontem, muitos utentes queixaram-se de esperar mais de seis horas numa sala de isolamento da urgência para poderem fazer os testes de despistagem da gripe A.

De acordo com os testemunhos, os doentes têm de esperar numa sala pequena, espaço onde chegam a juntar-se dezenas de pessoas.

Contactado pela RTP, Carlos Alpoim, chefe da equipa de urgência, diz que a situação é complicada e anormal, tendo sido atendidos este sábado 500 doentes, 100 na unidade de Fafe e 400 em Guimarães, número que ultrapassa a normal capacidade do serviço. Apenas por volta das duas da manhã a situação ficou resolvida.

Dias Santos, director clínico do Centro Hospitalar do Alto Ave, reconheceu que a situação nas urgências "se tornou insustentável" com o disparar de casos de utentes com sintomas de gripe A.

De acordo com fonte hospitalar, alguns dos utentes que recorreram ontem às urgências do Centro Hospitalar "fartaram-se de esperar" e deram largas à indignação.

Dias Santos disse compreender a indignação dos utentes: "Compreendo que as pessoas se sintam injustiçadas e percam a paciência. Ninguém gosta de estar à espera de ser atendido durante cinco ou seis horas consecutivas, mas nos últimos dias é o que tem acontecido com alguma frequência".

O responsável justifica a situação com o facto de a Urgência ter passado "de repente" de atender "cerca de 300 utentes por dia para cerca de 500 e mais pacientes". Dias Santos considera que a alteração "torna humanamente impossível a prestação de um serviço célere e com alguma qualidade, com o reduzido número de profissionais disponíveis".

"As normas solicitam às pessoas que se dirijam aos cuidados primários, mas isso quase nunca se verifica e os doentes concentram-se massivamente no hospital, entupindo literalmente o serviço", acrescentou o director clínico da unidade, garantindo que a situação já é do conhecimento da ministra da Saúde, Ana Jorge.

De acordo com o responsável do Centro Hospitalar do Alto Ave, na última deslocação à unidade, Ana Jorge reconheceu que "as urgências geral e pediátrica evidenciam necessidade de renovação", admitindo que a obra "poderá entrar brevemente em concurso".

Na altura a ministra deixava uma promessa: "Estamos na fase final desse projecto que todos queremos concretizar, para alcançar mais qualidade e motivação para os profissionais e responder bem às necessidades de saúde da população".

publicidade
+ lidas
Aguarde um momento...
  • 24 Horas
  • 7 Dias
  • 15 Dias
  • 30 Dias