Mais desempregados à procura de emprego há menos de um ano
Numa leitura segmentada dos dados do INE, percebemos que a subida da população desempregada contou particularmente com o aumento do número de desempregados à procura de emprego há menos de um ano, o que representa a maior parcela do aumento global do desemprego (65,5%).
Contas feitas, havia no final de Setembro 290 800 desempregados à procura de emprego há menos de um ano, uma subida de 34,6 por cento (mais 74 700) comparando com o mesmo período do ano passado, altura em que se encontravam nesta situação 216 100 pessoas.
Desemprego entre os homens explica aumento
O aumento no número de homens desempregados (73 900) foi outro dos motivos que explicou o aumento global do desemprego.
Apesar deste dado, a taxa mais alta de desemprego pertence ainda às mulheres (10,6%) enquanto que entre os homens o desemprego é de 9,1 por cento.
Em termos de grupos etários, o que mais contribuiu para a subida do desemprego no terceiro trimestre foi o dos indivíduos com 45 e mais anos bem como o grupo entre os 35 e os 44 anos.
De acordo com o INE, verificou-se ainda o aumento do número de desempregados à procura de novo emprego, em particular nos sectores da indústria, construção, energia e água e serviços. Nas pessoas à procura de primeiro emprego, pelo contrário, verificou-se uma diminuição face ao terceiro trimestre de 2008.
Região Norte regista maior taxa de desemprego
As taxas de desemprego mais elevadas foram registadas na Região Norte (11,6 por cento), Algarve e Lisboa (10,3 por cento) e Alentejo (10,2 por cento), ficando no extremo oposto os Açores (6,2 por cento), Região Centro (7,2 por cento) e Madeira (7,9 por cento).
Em relação ao mesmo período do ano passado, todas as regiões de Portugal foram afectadas pelo aumento do desemprego, sendo que as maiores subidas foram registadas no Algarve (4,2 pontos percentuais), Região Norte (2,5 pontos percentuais) e Lisboa (2,4 pontos percentuais).
Face ao trimestre anterior, houve um acréscimo em quatro regiões (Norte, Centro, Lisboa e Algarve) e um decréscimo em três regiões (Alentejo, Açores e Madeira), com as maiores subidas a ser observadas no Algarve e na Região Norte.