A garantia foi dada à agência Lusa por Pedro Coelho dos Santos, assessor do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), segundo o qual "estas mensagens são recorrentes e ora sugerem o AA Emergência, ora referem o SOS ou o ICE, iniciais para a expressão inglesa In Case of Emergency".
No e-mail lê-se que "as ambulâncias e emergências médicas perceberam que, nos acidentes da estrada, muitas vezes os feridos têm um telemóvel consigo mas, na hora de intervir, não sabem qual a pessoa a contactar na longa lista de números existente no telemóvel do acidentado".
Assim, segundo a mensagem, a Cruz Vermelha teria lançado um alerta para que todas as pessoas acrescentassem à lista de contactos do telemóvel "o número da pessoa a quem ligar em caso de emergência", associando esse contacto não a um nome mas à designação "AA Emergência" (AA para que o número surgisse no topo da lista).
"A mensagem não partiu da Cruz Vermelha nem do INEM e não está padronizado nenhum sistema deste género", assegurou Pedro Coelho dos Santos, para quem "nem existe qualquer mais-valia" naquela recomendação.
Por um lado, "as equipas de emergência médica que se deslocam ao local de um acidente têm como prioridade prestar assistência às vítimas e não fazer telefonemas que até poderiam alarmar injustificadamente os familiares", esclareceu o assessor do INEM.
"Esses procedimentos cabem ao estabelecimento hospitalar para onde a vítima for transportada", adiantou.
Tentando explicar a falta de sentido da recomendação que circula por e-mail, Pedro Coelho dos Santos avançou à Lusa uma situação hipotética: "Por exemplo, num acidente com várias vítimas os telemóveis podem espalhar-se e, nesse caso, como é que se saberia qual pertencia a quem para proceder aos tais telefonemas?"
HSF.