terça, 09 fevereiro 2010 | 18:56

Dados Parpública

por RTP actualizado às 21:50 - 31 Agosto '09

Grupo TAP mantém “situação financeira crítica”

publicado 16:46 31 Agosto '09
A dívida da TAP é de cerca de 1 380 milhões de euros e reduziu mais de 30 milhões de euros em relação ao final de 2008 RTP

O Grupo TAP mantém uma "situação financeira crítica", com capitais próprios negativos de 274,2 milhões de euros, quando foram registados 171,7 milhões de euros no final do ano passado, revela o relatório semestral da Parpública, o único accionista da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP). Os valores apontados devem-se ao "resultado negativo apurado no semestre".

Os capitais próprios negativos da TAP agravaram-se 44 por cento no primeiro semestre do ano, para 247 milhões de euros.

Segundo a Parpública, a situação financeira crítica mantém-se devido ao prejuízo de 68 milhões de euros, registado entre Janeiro e Julho de 2009. "Este prejuízo, embora bastante significativo, representa menos de metade do registado em igual período do ano anterior e está em linha com o orçamentado", refere a empresa que gere as participações do Estado.
 
O segmento das Actividades Aeronáuticas "continua a ter um peso relativo extremamente expressivo no âmbito do Grupo", representando 28,2 por cento dos activos e 40 por cento dos passivos consolidados.

A Parpública aponta para "uma evolução positiva" em virtude dos "resultados do negócio do transporte aéreo". A manutenção e o handling são os restantes segmentos principais da actividade do Grupo TAP e que "continuam a gerar prejuízos crescentes", acrescenta o documento.

Ministro não prevê saneamento nesta legislatura
"São dados em linha com o que já sabemos (...) o desequilíbrio resultou do grande prejuízo que a TAP teve no ano passado", comentou o mininistro com a tutela dos Transportes.

Mário Lino acrescenta que foi pedido um conjunto de propostas para soluccionar as dificuldades financeiras da TAP. Só depois da proposta da comissão especializada é que se procederá à recuperação de resultados da TAP, o que significa que "dificilmente vai ser feito por este Governo".

O ministro sublinha que não está em causa um plano de privatização, mas antes que a TAP "tenha uma estrutura financeira adequada".

Parpública multiplica resultado do ano passado por 15

A reprivatização da EDP impulsionou os ganhos da Parpública, cujo resultado líquido foi de 200,9 milhões de euros, 15 vezes mais do que período homólogo. O segmento da gestão de outras participadas e diversos, que inclui participações na EDP, REN e Galp Energia, é o que mais pena na estrutura patrimonial do grupo.

"Para além da relevância em termos da estrutura patrimonial (49 por cento dos activos), este segmento é também o principal gerador de benefícios económicos do Grupo, tendo apurado no semestre um resultado líquido superior a 228 milhões de euros, valor que ultrapassou em mais de 52 por cento o alcançado no final do primeiro semestre do ano anterior", declarou a Parpública à Comissão de Mercado de Valores Imobiliários.

Segundo a empresa que gere as participações do Estado, o resultado beneficiou das emissões associadas à reprivatização da EDP mas foi penalizado pela TAP.

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