Em declarações ao jornal Expresso, Azevedo Soares diz não compreender as escolhas de Manuela Ferreira Leite e que esta "tinha obrigação de unir e de mobilizar" e que nesta altura "fez exactamente o contrário".
Azevedo Soares não esconde a colagem à direita do partido dizendo que esta era "absolutamente dispensável, quando as sondagens mostram que nós perdemos votos à esquerda".
As críticas de Azevedo Soares são também partilhadas por Ribau Esteves, este também antigo secretário-geral do PSD, ao afirmar que "alguns dos nomes apresentados são inenarráveis" e diz mesmo "não compreender a sua lógica".
Marques Mendes mostrou-se mais polido em relação às escolhas de Manuela Ferreira Leite e nem quis comentar publicamente as listas que foram apresentadas, mas o antigo líder do PSD não esconde as suas desconfianças em relação à actual liderança.
Recorde-se que ainda muito recentemente Marques Mendes criticou a apatia de Manuela Ferreira Leite em relação à lei da inibição de candidaturas de cidadãos com processos judiciais e mais criticas deve ter juntado quando soube que a Presidente do partido integrou nas listas por Lisboa os nomes de António Preto e Helena Lopes da Costa, ambos com processos em Tribunal, o primeiro por fraudes fiscais e o segundo por abuso de poder.
Outros dos históricos do PSD, Ângelo Correia, não concorda com as escolhas de Manuela Ferreira Leite mas apenas diz que tem "critérios diferentes" embora reconheça não poder afirmar que "os seus são melhores".
Ângelo Correia não deixou ainda de lamentar a exclusão das listas de Pedro Passos Coelho e foi bem claro sobre o assunto ao afirmar ao expresso que "se Ferreira Leite falhar, foi ela própria que escolheu o seu sucessor".