sábado, 21 novembro 2009 | 05:29

Crise alimentar

por © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Com rede de apoio eficaz a carenciados "não há risco de fome" em Portugal - ministro Agricultura

publicado 17:52 06 Maio '08

Lisboa, 06 Mai (Lusa) - O ministro da Agricultura defendeu hoje que, se a rede institucional de apoio a pessoas carenciadas instalada em Portugal for eficaz, "não há risco de fome" no país.

Em declarações à agência Lusa, o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Jaime Silva, explicou que através do programa de ajuda alimentar aos mais carenciados, totalmente financiado pela União Europeia (UE), as organizações podem ter acesso a alimentos gratuitamente e distribuí-los pelas instituições de menores dimensões e pelas pessoas que necessitam.

Para este ano, está prevista a distribuição de alimentos no valor de 14 milhões de euros, através de oito concursos.

Mas, se houver mais necessidade, Jaime Silva está disponível para "rever a situação".

"Há uma rede institucional de apoio na UE e, se formos eficazes, o risco de fome não se coloca" em Portugal, apesar da subida dos preços dos cereais que implicou, por exemplo, um acréscimo de nove por cento no valor a pagar pelo pão.

"As instituições vão a concurso" para requisitar os alimentos e "só têm de entregá-los a quem necessita" pois as entidades governamentais, dos ministérios da Agricultura e do Trabalho e Solidariedade Social, fornecem os produtos, transporte e distribuição, fez questão de salientar Jaime Silva.

Entre as organizações que receberam alimentos para distribuir em 2007 estão o Banco Alimentar contra a Fome, a AMI, Cruz Vermelha, Caritas, as Misericórdias ou Bombeiros Voluntários.

Em Portugal, "o índice de pobreza é reduzido, a taxa de inflação é inferior à média da UE e o desemprego é baixo", mas o governo criou "uma rede de segurança que garante que as pessoas com rendimentos baixos têm mecanismos" que lhes asseguram condições mínimas, salientou.

O programa de ajuda alimentar aos mais carenciados é um dos apoios definidos.

Em 2007, o número de instituições abrangidas pelo programa atingiu 2.853 que ajudaram 100 mil famílias, com 513 mil pessoas, ao distribuir 11 mil toneladas de alimentos no valor de 15,5 milhões de euros.

Este ano, estão já cinco concursos abertos, a decorrer até final de Maio, para produtos como massas, cereais para pequeno almoço, bolachas, farinha ou açucar.

Em Junho, vão decorrer mais três concursos para leite, produtos lácteos, manteiga e queijo.

EA.

Lusa/Fim


publicidade
+ lidas
Aguarde um momento...
  • 24 Horas
  • 7 Dias
  • 15 Dias
  • 30 Dias