As palavras de José Sócrates foram proferidas no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, durante a sessão de lançamento dos concursos para a construção de quatro novas barragens no norte do país: Pedroselos, Gouvães, Daivões e Alto Tâmega.
As quatro barragens representam um investimento entre 450 e 760 milhões de euros e poderão representar um potencial acrescido em termos de produção de energia hidroeléctrica na ordem dos 427 megawatts.
No seu discurso, o primeiro-ministro defendeu a ideia de que, nos últimos três anos, "mudou tudo" ao nível da estratégia energética do país.
"Em 2005 havia indefinição estratégica na Galp e da EDP; havia indefinição na energia eólica e uma paralisia no sector hidroeléctrico. Três anos depois, a Galp e a EDP estão em franca expansão e há uma estratégia clara para aumentar o potencial de Portugal nas energias eólica e hidroeléctrica", sustentou o primeiro-ministro.
Sócrates advogou ainda que a aposta de Portugal no binómio "vento e água é estratégica ao nível político, porque reforça a segurança nacional".
Falando após os discursos dos ministros da Economia, Manuel Pinho, e do Ambiente, Nunes Correia, o chefe do Governo sustentou que "Portugal é hoje visto como um país que tem uma orientação clara nas energias renováveis, diminuindo a sua dependência externa e a emissão de gases com efeito de estufa".
Na sua intervenção, José Sócrates considerou ainda "seguro" o investimento agora realizado ao abrigo do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (dez barragens no total).
"São investimentos seguros dos pontos de vista ambiental, energético e económico, porque serão sobretudo feitos com tecnologias e com engenheiros portugueses, o que terá um assinalável impacto no emprego", apontou.
O primeiro-ministro referiu ainda que o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hídrico foi lançado no passado dia 07 de Dezembro.
"O facto de estarmos aqui hoje a lançar os primeiros concursos, pouco mais de três meses depois, demonstra o sentido de urgência deste Governo", disse.
PMF.