terça, 09 fevereiro 2010 | 17:53

Energia

por © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Sócrates diz que o seu Governo revolucionou sector energético em três anos

publicado 12:47 01 Abril '08

Lisboa, 01 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, reivindicou hoje como obra do seu Governo a concretização de uma revolução na política de energia, dizendo que agora Portugal está na linha da frente em termos estratégicos a nível europeu.

As palavras de José Sócrates foram proferidas no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, durante a sessão de lançamento dos concursos para a construção de quatro novas barragens no norte do país: Pedroselos, Gouvães, Daivões e Alto Tâmega.

As quatro barragens representam um investimento entre 450 e 760 milhões de euros e poderão representar um potencial acrescido em termos de produção de energia hidroeléctrica na ordem dos 427 megawatts.

No seu discurso, o primeiro-ministro defendeu a ideia de que, nos últimos três anos, "mudou tudo" ao nível da estratégia energética do país.

"Em 2005 havia indefinição estratégica na Galp e da EDP; havia indefinição na energia eólica e uma paralisia no sector hidroeléctrico. Três anos depois, a Galp e a EDP estão em franca expansão e há uma estratégia clara para aumentar o potencial de Portugal nas energias eólica e hidroeléctrica", sustentou o primeiro-ministro.

Sócrates advogou ainda que a aposta de Portugal no binómio "vento e água é estratégica ao nível político, porque reforça a segurança nacional".

Falando após os discursos dos ministros da Economia, Manuel Pinho, e do Ambiente, Nunes Correia, o chefe do Governo sustentou que "Portugal é hoje visto como um país que tem uma orientação clara nas energias renováveis, diminuindo a sua dependência externa e a emissão de gases com efeito de estufa".

Na sua intervenção, José Sócrates considerou ainda "seguro" o investimento agora realizado ao abrigo do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hídrico (dez barragens no total).

"São investimentos seguros dos pontos de vista ambiental, energético e económico, porque serão sobretudo feitos com tecnologias e com engenheiros portugueses, o que terá um assinalável impacto no emprego", apontou.

O primeiro-ministro referiu ainda que o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hídrico foi lançado no passado dia 07 de Dezembro.

"O facto de estarmos aqui hoje a lançar os primeiros concursos, pouco mais de três meses depois, demonstra o sentido de urgência deste Governo", disse.

PMF.


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