quarta, 10 fevereiro 2010 | 00:07

Economia

por RTP

Ministério da Agricultura quer requalificar a floresta em Portugal

publicado 16:51 21 Março '08
O ministro da Agricultura e o secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, visitam no Terreiro do Paço, em Lisboa, uma exposição sobre o Dia Mundial da Floresta Manuel Almeida, Lusa

No Dia Mundial da Floresta, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, assumiu o objectivo de requalificar os recursos florestais do país. Jaime Silva admite que parte das matas portuguesas possa ser integrada em Zonas de Intervenção Florestal e ser gerida por entidades privadas.

“Decidimos que as nossas matas públicas vão entrar também com os privados em grandes condomínios para que a gestão económica seja atractiva”, afirmou o titular da pasta da Agricultura, após uma cerimónia destinada a assinalar o Dia Mundial da Floresta.

O Governo pretende simplificar a legislação para que no decurso deste ano a área de floresta administrada no âmbito das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) abarque 50 mil hectares. O objectivo é juntar aos privados as matas produtivas do Estado.

“Isto significa que os proprietários que são vizinhos destas matas podem criar uma ZIF sabendo que o Estado entra também nessa parceria e sabendo mais, que o Estado não quer gerir essas áreas”, precisou Jaime Silva.

De fora ficarão matas como a de Sintra, ou do Buçaco. No entanto, o ministro da Agricultura admite que zonas do Pinhal de Leiria possam passar a ter uma gestão privada, ao serem integradas nas denominadas ZIF.

“O Estado vai apenas aprovar o plano de gestão florestal e vai fazer uma auditoria ao longo do tempo para ver se essas ZIF que têm matas públicas estão a ser bem geridas”. Nós até nos retiramos da gestão porque pensamos que a gestão das matas, do ponto de vista ambiental e do ponto de vista produtivo, pode ser bem feita por empresários privados”, sublinhou o ministro da Agricultura.

Lançadas em 2005, as ZIF cobrem ainda uma parte reduzida da área de floresta do país.

“Ainda não chegámos aos dois por cento, mas este ano queremos 50 mil hectares e por isso é que vamos simplificar a legislação, porque a legislação exige que haja um mínimo de mil hectares e um mínimo de 51 proprietários”, explicou o ministro. “Vamos baixar esta fasquia para ver se criamos mais rapidamente as ZIF e ao mesmo tempo nas áreas onde estamos a gerir as matas públicas, matas de valência produtiva, vamos entrar nas ZIF alargando a sua dimensão e dando outra atractividade económica a essas ZIF”.

Entre os objectivos traçados pelo Governo – com a profissionalização do ordenamento e da gestão florestal – está a redução das condições favoráveis à propagação de incêndios.

Jaime Silva aproveitou a ocasião para dar mostras de satisfação com os resultados do combate aos incêndios: de 250 mil hectares em 2004, a área ardida em Portugal passou para os 70 mil hectares em 2005 e 31 mil em 2007.

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