A mesma fonte adiantou à agência Lusa que 226 pessoas aderiram ao regime público de capitalização através da Segurança Social Directa, o que traduz "um dado importante na simplificação da relação entre os portugueses e a Segurança Social".
Os certificados de reforma do sector público, um mecanismo de fomento à poupança e que vai permitir aos subscritores ter uma pensão mais elevada na altura da reforma, entrou em vigor no sábado, tendo-se registado desde então e até cerca das 16 horas de hoje um total de 338 adesões.
Vinte e oito por cento dos subscritores optaram por descontar mensalmente para os certificados de reforma 2 por cento da remuneração média e 41 por cento preferiram descontar 4 por cento.
Trinta por cento dos subscritores vai descontar 6 por cento, o que significa que tem 50 ou mais anos de idade.
Este novo regime, previsto na Lei de Bases da Segurança Social, é um regime de capitalização, de adesão individual e voluntária, cuja organização e gestão é da responsabilidade do Estado.
As contribuições de cada aderente são depositadas na sua conta, convertendo-se em certificados de reforma, e integrarão um fundo autónomo, gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social.
O trabalhador inscrito na Segurança Social pode optar por descontar 2 ou 4 por cento da remuneração média ou 6 por cento para os aderentes com 50 ou mais anos.
Fonte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social adiantou à agência Lusa que este balanço é estimulante, não tanto pelos números, mas pela normalidade com que decorreu todo o processo.
O Ministério tutelado por José António Vieira da Silva fará um novo balanço na próxima sexta-feira.
Os certificados de reforma do sector público podem ser subscritos pela Internet, através da Segurança Social Directa, nos balcões do atendimento da Segurança Social nas Lojas do Cidadão, nos centros de Segurança Social e de uma linha telefónica.