terça, 09 fevereiro 2010 | 21:54

Venezuela

por © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Tintas "verdes" portuguesas procuram oportunidade no acordo comercial entre Lisboa e Caracas

publicado 10:22 17 Fevereiro '08

Lisboa, 15 de Fev (Lusa) - Empresas portuguesas, que exploram na vanguarda o mercado das tintas ecológicas destinadas a plataformas petrolíferas, negociam a exportação de produtos "verdes" para a Venezuela, no âmbito do protocolo recentemente assinado entre Portugal e aquele país.

As empresas portuguesas Triquímica Soluções Químicas e Ambientais, S.A. e Euronavy foram contactadas pela Petróleos de Venezuela (PDVSA) para estarem presentes na Feira de Caracas, a realizar-se em Abril, com a presença prevista do primeiro-ministro, José Sócrates, onde vão ser assinados os contratos para a exportação de produtos, já estabelecidos, de Portugal para a Venezuela.

"Este acordo abre as portas para a exploração mundial do mercado petrolífero", afirmou Idílio Santos, supervisor comercial da empresa Triquímica.

Esta empresa, sediada perto do Autódromo de Estoril, nos arredores de Lisboa, aliciou o mercado petrolífero venezuelano com "o produto de tratamento para a protecção anti-corrosiva de navios e plataformas petrolíferas, acima e abaixo da linha de água", esclarece.

O produto, o Triecoprimer K1, ao fim de quatro anos de estudos e ensaios, recebeu a certificação do Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), petrolífera brasileira.

Com um produto semelhante, a Euronavy, única empresa não americana a fabricar tintas para os navios da armada dos EUA, espera fornecer o mercado venezuelano "com tintas para a pintura debaixo de água, que é tolerante à humidade e outros produtos complementares", disse à lusa Nuno Ribeiros do departamento de Operações Internacionais da Euronavy.

A presença de empresas portuguesas no mercado venezuelano, segundo a fonte da empresa Triquima, evidencia-se como uma "excelente criação de receitas e visibilidade para Portugal".

As empresas portuguesas Euronavy e Triquíma apresentam produtos de vanguarda no sector da indústria naval já reconhecidos por vários países, apresentando-se agora sob a mira do mercado petrolífero venezuelano.

A 03 de Fevereiro, os governos de Lisboa e Caracas assinaram um protocolo com o objectivo de aumentar as exportações nacionais para a Venezuela até ao valor da importação de petróleo proveniente deste país para Portugal.

Para tal, constituiu-se como base uma lista de produtos, indicada pela Venezuela, cujas áreas prioritárias são produtos alimentares, construção e engenharia civil, energias renováveis, medicamentos e construção naval.

CZS.

Lusa/Fim.


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