terça, 09 fevereiro 2010 | 21:11

Economia

por © 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Alcochete permite poupar 800 mil euros/ano em consumo energético e emissões de poluentes

publicado 16:22 31 Outubro '07

A opção por Alcochete para a localização do novo aeroporto permite uma poupança anual de 800 mil euros em consumo energético e emissões de poluentes, em relação à alternativa Ota, quantifica o estudo da CIP, hoje apresentado.

O estudo considera que o cenário Alcochete "tem benefícios energéticos e ambientais" relativamente ao cenário de localização na Ota, mas reconhece que são "de escala moderada".

A redução anual de 800 mil euros na data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto, 2017, sobe para um valor entre os 6,4 e os 6,7 milhões de euros por ano, em 2032, quando o aeroporto atingir um tráfego de 30 milhões de passageiros.

Deste valor, o consumo energético é responsável pela maior contribuição face às emissões de CO2 (dióxido de carbono) e de poluentes, segundo o capítulo sobre acessibilidades e transportes da segunda fase do estudo encomendada pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) sobre a localização em Alcochete do novo aeroporto internacional de Lisboa.

Assim, os especialistas responsáveis pelo estudo estimam em 700 mil euros anuais as poupanças em consumo de combustíveis para os transportes rodoviários de acesso ao novo aeroporto em Alcochete, no primeiro ano de funcionamento e em 5,7 milhões de euros em 2032.

Os cálculos dos especialistas da TIS (transportes, Inovação e Sistemas), empresa de assessoria encarregue do estudo, assentam no pressuposto de que a localização em Alcochete vai implicar a realização de menos quilómetros em meio rodoviário, no conjunto das viagens de e para o aeroporto.

A vantagem de Alcochete sobre a Ota "ocorre, em grande escala devido ao encurtamento da distância médias das viagens em estrada, e apenas marginalmente devido à maior captação de passageiros pelo modo ferroviário", refere o estudo.

É que o tráfego - medido em número de viagens, por quilómetro e por ano - será três por cento menor em 2017 com o aeroporto em Alcochete, do que com o aeroporto na Ota, uma diferença que deverá aumentar para 17 por cento até 2032, segundo o estudo.

Com a localização em Alcochete, o tráfego diminuíria para 709 milhões de viagens por quilómetro por ano, face aos 730 milhões viagens/km/ano que a Ota implicaria, em 2017.

As emissões de CO2 previstas em transportes rodoviários são de 167 mil toneladas em 2017 para a localização Ota, ao passo que na localização Alcochete , se emitiriam menos cinco mil toneladas em 2027, uma redução que passaria, em 2032, para 39 mil toneladas.

Estes benefícios seriam adquiridos tanto no caso da terceira travessia do Tejo ser efectuada entre Algés e trafaria, como no caso de ser entre Chelas e Barreiro, já que "estes dois cenários alternativos revelaram resultados muito idênticos nos elementos analisados".

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