Uma fonte prisional revelou hoje à Agência Lusa que um dos dois assaltantes detidos em flagrante delito em Santo Antão do Tojal, no Concelho de Loures, está evadido da prisão de Alcoentre desde 1999.
A mesma fonte explicou que o homem terá apresentado em tribunal um Bilhete de Identidade falso com o nome de José Jorge da Ressurreição Lourenço, quando na realidade se chama Sandro.
Em declarações à Lusa, o tenente João Figueiredo, do Comando-Geral da GNR, adiantou que a morada do suspeito também é falsa, tendo a Guarda confirmando, numa deslocação ao local e depois de recolhidos depoimentos de populares, que o homem vivia em Santo Antão do Tojal há apenas uma semana.
"Não tinha mais de uma semana de permanência na zona", sublinhou João Figueiredo.
Na segunda-feira, o foragido e outro familiar foram detidos em "flagrante delito", segundo a GNR, quando furtavam armações de andaimes de um estaleiro com materiais de construção junto a uma quinta em Santo Antão do Tojal.
Ainda de acordo com a Guarda, depois do furto e de os suspeitos terem tentado atropelar um dos militares, seguiu-se uma perseguição automóvel por elementos da GNR em que foram disparados vários tiros, um dos quais atingiu mortalmente um jovem de 13 anos, filho de um dos detidos.
Os arguidos foram ouvidos no Tribunal de Loures na terça-feira, tendo-lhes sido aplicadas as medidas de coacção de apresentação periódica às autoridades.
O pai do adolescente morto terá então apresentado em tribunal uma identidade falsa em nome de José Jorge da Ressurreição Lourenço, quando na realidade se chama Sandro.
Fernando Carvalhal confirmou à Lusa que o seu cliente identificou-se perante a GNR, Polícia Judiciária, juiz do Tribunal de Loures e a ele próprio como "José Jorge da Ressurreição Lourenço".
Outra fonte ligada ao processo referiu à Lusa que o nome do pai do jovem morto é Sandro Salazar, contrariando assim uma versão inicial que apontava para Sandro Baltazar.