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Tibete

por © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Vígilia no Porto no dia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim

publicado 17:31 06 Agosto '08

Porto, 06 Ago (Lusa) - O Grupo Tibete Livre/Porto realiza sexta-feira uma vigília "em defesa dos direitos humanos e da liberdade para o Tibete", iniciativa que coincide com a data de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, foi hoje anunciado.

"Pretendemos sensibilizar e mobilizar os portugueses para a questão dos direitos humanos no Tibete", afirmou Cristina Pinto, da organização da iniciativa, em declarações à Lusa.

A vigília está marcada para as 19:30, na Praça da Liberdade, na baixa do Porto e, segundo os organizadores, pretende alertar para "a dura realidade que o povo tibetano sofre às mãos do governo chinês desde 1959".

"Infelizmente, a esmagadora maioria dos portugueses não conhece a realidade do povo tibetano. Talvez cinco por cento conheçam, não mais", salientou Cristina Pinto.

Na perspectiva desta activista, o desconhecimento dos portugueses é o resultado da distância a que o Tibete se encontra, mas principalmente a diferença cultural entre os dois povos.

"Culturalmente, o Tibete não diz muito aos portugueses. Os tibetanos têm uma filosofia de vida muito diferente da nossa", afirmou.

Para tentar inverter esta situação, vai ser divulgado durante a vigília um manifesto para "relembrar uma história de violação dos direitos humanos que subsiste há 42 anos".

O documento, a que a Lusa teve acesso, defende que "a verdadeira essência do movimento olímpico moderno foi colocada em causa, a partir do momento em que o governo chinês, repressor, totalitário e violador de direitos humanos, conquistou o direito da realização dos jogos".

Neste manifesto, o Grupo Tibete Livre/Porto acusa o governo chinês de cometer um "bárbaro genocídio cultural e religioso" no Tibete, recordando que "milhares de mosteiros foram destruídos e monges foram torturados e mantidos presos, simplesmente por quererem ser livres na sua própria pátria".

Depois de salientar que o povo tibetano "continua a lutar por aquilo que lhe parece justo", o manifesto salienta que "cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor, não permanecerem indiferentes a esta, nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo".

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