"Pretendemos sensibilizar e mobilizar os portugueses para a questão dos direitos humanos no Tibete", afirmou Cristina Pinto, da organização da iniciativa, em declarações à Lusa.
A vigília está marcada para as 19:30, na Praça da Liberdade, na baixa do Porto e, segundo os organizadores, pretende alertar para "a dura realidade que o povo tibetano sofre às mãos do governo chinês desde 1959".
"Infelizmente, a esmagadora maioria dos portugueses não conhece a realidade do povo tibetano. Talvez cinco por cento conheçam, não mais", salientou Cristina Pinto.
Na perspectiva desta activista, o desconhecimento dos portugueses é o resultado da distância a que o Tibete se encontra, mas principalmente a diferença cultural entre os dois povos.
"Culturalmente, o Tibete não diz muito aos portugueses. Os tibetanos têm uma filosofia de vida muito diferente da nossa", afirmou.
Para tentar inverter esta situação, vai ser divulgado durante a vigília um manifesto para "relembrar uma história de violação dos direitos humanos que subsiste há 42 anos".
O documento, a que a Lusa teve acesso, defende que "a verdadeira essência do movimento olímpico moderno foi colocada em causa, a partir do momento em que o governo chinês, repressor, totalitário e violador de direitos humanos, conquistou o direito da realização dos jogos".
Neste manifesto, o Grupo Tibete Livre/Porto acusa o governo chinês de cometer um "bárbaro genocídio cultural e religioso" no Tibete, recordando que "milhares de mosteiros foram destruídos e monges foram torturados e mantidos presos, simplesmente por quererem ser livres na sua própria pátria".
Depois de salientar que o povo tibetano "continua a lutar por aquilo que lhe parece justo", o manifesto salienta que "cabe aos portugueses, com uma tradição de humanismo universalista, que tanto se mobilizaram por Timor, não permanecerem indiferentes a esta, nem a nenhuma forma de opressão existente no mundo".