O objectivo do grupo ambientalista GAIA, da associação de pais da eco-escola Verdes Anos e de moradores daquela freguesia era transplantar as espécies num baldio próximo, junto à sede do Círculo de Leitores, mas a demora da Câmara de Lisboa em ceder o terreno levou-os a avançar antes das restroescavadoras.
"Se a Câmara continuar sem dar autorização, vamos apelar a escolas e outras instituições, porque mesmo com as plantas que hoje retirámos ainda ficam no terreno várias árvores de fruto que podemos salvar. O empreiteiro está de boa vontade, vai poupar as árvores maiores até à próxima semana, mas tem instruções para avançar", explicou hoje à Lusa Lanka Horstink, da associação de pais.
"Algumas árvores de grande porte vão ter de ficar, porque não temos capacidade, `know-how` ou maquinaria para levá-las", acrescentou.
Segundo a representante deste movimento, o abate das árvores vai motivar o derrube dos ninhos que ali se encontram, numa época do ano "crucial" para o nascimento e desenvolvimento de aves.
Hoje à tarde, a Brigada Verde da GNR esteve junto às antigas hortas e jardins da Estrada Militar e encontrou pelo menos um ninho, mas a procura vai continuar quinta-feira, com o apoio de um ornitólogo.
Lanka Horstink referiu ainda que o empreiteiro não terá autorização para derrubar as árvores de maior porte, uma vez que as entidades responsáveis pela fiscalização ambiental têm de avaliar se algum exemplar pode ser classificado.