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UE/Cimeira

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Zorrinho espera que Estratégia de Lisboa seja o mapa para além de 2010

publicado 16:15 13 Março '08

Lisboa, 13 Mar (Lusa) - O coordenador da Estratégia de Lisboa, Carlos Zorrinho, disse hoje à Lusa esperar que com o novo ciclo da Agenda, que hoje é debatida no Conselho Europeu, esta passe a ser a referência estratégica europeia além de 2010.

Entre os vários temas que os chefes de Estado e do Governo da União Europeia (UE), reunidos hoje e sexta-feira em Bruxelas, vão abordar está o lançamento de um novo ciclo da Estratégia de Lisboa de modernização da economia europeia.

Os documentos preparatórios da Cimeira defendem que a Estratégia, ou Agenda de Lisboa, iniciada em 2000 na capital portuguesa, está a dar resultados positivos e a proteger os europeus das turbulências nos mercados financeiros internacionais.

"Neste novo ciclo há uma inovação: em 2000 era uma estratégia europeia, em 2005 uma estratégia europeia e nacional e agora é uma estratégia europeia, nacional e global", com o lançamento do novo ciclo, afirmou Carlos Zorrinho.

Para o coordenador português, a Agenda "passa também a ter uma dimensão externa, o que significa que há todas as condições para esta ser uma estratégia capaz de produzir mais resultados e se afirmar como uma estratégia europeia para globalização".

A longo prazo, acrescentou Carlos Zorrinho, a Agenda "tenderá ser uma estratégia de convergência", pelo que o coordenador espera que esta passe a "ser a verdadeira agenda económica e social da Europa além de 2010".

O novo ciclo da Agenda aposta em áreas mais ligadas à economia e sociedade, ao contrário de 2005, em que o foco era o crescimento e emprego.

A Europa nos últimos dois anos, e depois da reformulação da Agenda, criou 6,5 milhões de postos de trabalho e cresceu, em média, 2,9 por cento.

Agora, com o novo ciclo, o foco está centrado na Energia e a sua ligação à alterações climáticas, a liderança tecnológica da Europa, a criação de ambiente favorável às empresas, o fomento de redes empresariais, a aposta na inovação através da criação de um mercado europeu do conhecimento e as qualificações, de modo a criar um ambiente de mobilidade positiva.

"Só é possível, e que ninguém tenha ilusões, este novo e forte impulso da Estratégia de Lisboa, porque, de facto, ela deu resultados", sublinhou Carlos Zorrinho.

"Se tudo isto se consolidar teremos uma Europa com um quadro institucional definido pelo Tratado de Lisboa e um quadro económico, social e ambiental definido pela Estratégia de Lisboa", afirmou.

Para o coordenador, este novo ciclo da Agenda implica maior responsabilidade, uma vez que até 2006 "foi uma Estratégia à procura do financiamento", em que os "países foram alocando recursos consoante as circunstâncias", mas agora "tem um envelope financeiro, quer em termos de países, quer em termos de prioridades".

"A Estratégia de Lisboa andou sempre a correr atrás do financiamento. Desta vez é ao contrário e, por isso, a responsabilidade é maior", afirmou Carlos Zorrinho.

Desta vez foi possível definir as perspectivas europeias para o período 2007-2013, antes de se definir o novo impulso da Estratégia.

"Aquilo que foi definido pela Comissão Europeia é que nenhum programa comunitário podia ter menos de 60 por cento alocadas à Estratégia de Lisboa. Sabemos que Portugal tem 22 por cento. Portanto, temos uma estratégia que tem recursos", sublinhou o coordenador.

A reunião dos chefes de Estado e de Governo da UE, que também é conhecida como a Cimeira da Primavera da União Europeia, na qual participa o primeiro-ministro, José Sócrates, também irá avalizar o ambicioso plano europeu de luta contra as alterações climáticas, analisar o impacto do suprime na economia europeia e a forma como a Europa pode articular respostas e as relações externas.

ALU

Lusa/Fim


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