A partir do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva, em Lisboa, cientistas e alunos portugueses vão estar ligados com as cidades de Washington, Chicago, Cardiff e Alexandria para debater temas como as alterações climáticas e o papel do Homem na evolução do planeta.
A iniciativa "Our Changing Planet: Past and Present" insere-se no projecto IGLO - International Action on Global Warming, e integra uma série de videoconferências que terão lugar durante o Ano Polar Internacional (API), que decorre até Março de 2009.
"A selecção de Portugal para participar pela primeira vez nesta iniciativa é um reconhecimento do importante papel que o país está a ter no API e do projecto educativo `Latitude60` que ensina aos mais novos a importância que as regiões frias têm para o nosso Planeta", explicou hoje à Lusa Gonçalo Vieira, investigador polar do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.
O biénio que decorre de Março de 2007 a Março de 2009 foi designado pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Conselho Internacional para a Ciência como o IV Ano Polar Internacional, situação "que não se verificava há exactamente 50 anos".
Este Ano Internacional resulta da congregação de esforços de cientistas e instituições internacionais e nacionais, e visa promover o desenvolvimento da ciência nas regiões polares, mas também mostrar junto da sociedade a importância determinante que as regiões polares têm para a dinâmica e regulação climática do Planeta.
O responsável lembrou que Portugal até muito poucos anos atrás era um país que "vivia de costas voltadas para as regiões polares e um país que não tinha tradição nenhuma nessas regiões".
"Actualmente já dispomos de um programa nacional de investigação científico polar e de um dos maiores projectos educativos do mundo, o Latitude60!, que inclui um amplo conjunto de actividades educativas que se iniciaram em Julho de 2006".
O Latitude60! é um projecto educativo do Comité Português para o Ano Polar Internacional que envolve mais de 200 escolas e mais de 400 professores em Portugal.
"Esta iniciativa consiste numa série de palestras e actividades de cientistas polares dirigidas aos alunos dos ensinos básico e secundário, teatro e exposições", explicou Gonçalo Vieira.
A entrada na videoconferência, que começa as 12h45 é livre e os visitantes do Pavilhão do Conhecimento estão convidados a enriquecer o debate com as suas questões.
A videoconferência será difundida na página web da Ciência Viva, onde os cibernautas poderão colocar em directo as suas perguntas.
SK
Lusa/FIm