Nuno Melo lembrou uma posição do PCP, há sete anos, em que os comunistas se propunham "combater a perversão dos serviços de segurança e informação da República" e deixou a pergunta: "Posso confiar que os deputados do PCP e do Bloco não divulgariam um qualquer documento ou informação se vissem vantagem política?"
O próprio deu a resposta durante o debate dos projectos de lei sobre segredo de Estado: "Sinceramente, acho que não."
Na resposta, o deputado comunista António Filipe pediu a defesa da honra, afirmando que as palavras de Melo eram ofensivas "e um insulto miserável" à bancada.
António Filipe ainda sugeriu que Nuno Melo pedisse desculpas, mas o deputado democrata-cristão não o fez.
Da bancada do Bloco de Esquerda levantou-se o deputado Fernando Rosas para qualificar de "insulto torpe" as palavras de Nuno Melo, afirmando a sua solidariedade com a bancada do PCP.
Fernando Rosas afirmou que a bancada do CDS-PP "não tinha idoneidade alguma" para falar sobre o segredo de Estado dado que Paulo Portas, o presidente dos democratas-cristãos, ao deixar de ser ministro da Defesa, "fotocopiou 61.893 documentos do Estado, muitos deles classificados".
Nuno Melo não respondeu directamente a esta acusação, acusando, porém, comunistas e bloquistas de "misturarem alhos com bugalhos".