Novo mapa de urgências hospitalares foi ontem publicado
publicado
08:43
29 Fevereiro '08
O Executivo aceitou quase todas as sugestões apresentadas RTP
Afinal vão ser encerradas menos urgências do que estava inicialmente previsto. Foi ontem publicado em Diário da República um despacho, assinado por Correia de Campos e mantido por Ana Jorge, que prevê a manutenção de 89 serviços de urgência, dos quais quatro deverão fechar depois de integrados nos respectivos centros hospitalares ou resolvidos problemas de acessibilidade.
As sugestões feitas pela Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação da Rede de Urgência Geral, em Janeiro, previa o encerramento dos serviços de urgência em 15 hospitais, dos quais seis já fecharam (Peso da Régua, Espinho, Ovar, Cantanhede, Anadia e Fundão). Para breve está o encerramento das urgências de Vila do Conde e Estarreja.
Ao contrário do que estava previsto, o serviço de urgências do Hospital Curry Cabral, em Lisboa e Macedo de Cavaleiros não vão encerrar. O Hospital Curry Cabral passará a ter serviço de urgência médico-cirúrgica e Macedo de Cavaleiros passará a ter um serviço de urgência básica.
Também os Serviços de Urgência Básica nos hospitais de São José de Fafe, Conde de São Bento (Santo Tirso) e Montijo vão manter-se para já.
Em Peniche, e até à construção do futuro Hospital do Oeste, o SUB continuará a funcionar.
“Não temos dúvidas que a nova rede de urgências vai melhorar o acesso, a segurança e a qualidade das urgências”, afirmou Luís Campos, membro da comissão técnica de requalificação das urgências à RTPN. “O atendimento nas nossas urgências vai ser mais qualificado e vão-se poupar vidas”, acrescentou.
"Esta necessidade de reestruturação da rede já estava para ser efectuado há muito tempo", revelou Luís Campos. "Passamos de 73 hospitais que se considerava terem urgências médico-cirúrgicas polivalentes, para 44 hospitais onde vamos ter especialidades, número de camas e capacidade instalada e que vai proporcionar melhor qualidade e mais experiência a estas urgências”, sublinhou Luís Campos.
No novo mapa das urgências ficam definidos 45 serviços de urgência básica (SUB), 30 serviços de urgência médico – cirúrgica (SUMC) e 14 serviços de urgência polivalente (SUP). Os SUB deverão ter, pelo menos, dois médicos e dois enfermeiros e em termos materiais deverão ter condições para efectuar pequenas cirurgias e radiografias.
Os SUP, localizados em hospitais centrais, incluem a maior parte das especialidades, bloco operatório, enquanto os SUMC têm, no mínimo quatros especialidades, bloco operatório permanente, assim como capacidade para assegurar exames e serviço de sangue.