Filipe Anacoreta Correia, Rui Castro, que esteve nos movimentos pelo "não" à despenalização do aborto, Joana Lopes Moreira, Eduardo Nogueira Pinto e dois membros da anterior direcção, Pedro Pestana Bastos e Pedro Melo, são alguns dos elementos do AR que irá apresentar-se na sede do CDS-PP, sábado.
Em declarações à Lusa, Rui Castro reservou para a conferência de imprensa de sábado o nome, de entre aquele grupo, que irá concorrer à distrital de Lisboa, cujas eleições "segundo os estatutos" devem realizar-se no presente ano.
"Se houver eleições este ano - e segundo os estatutos os mandatos terminam em meados do ano - nós estamos disponíveis para avançar", disse.
A vontade de disputar eleições distritais e locais é um dos objectivos imediatos do movimento AR, que se define como "geracional" e pretende um "virar de página" no CDS-PP, de acordo com Rui Castro, que decidiu filiar-se no partido para integrar o movimento.
Rui Castro sublinhou que o grupo se revê "inteiramente no programa do CDS-PP" mas não "nos actuais protagonistas".
"Concordamos com a avaliação que o CDS-PP nos últimos anos tem-se centrado demasiado na figura do líder. Nada nos move contra Paulo Portas, que tem a legitimidade de 75 por cento dos votos [nas eleições internas] mas entendemos que está na altura de ajudar os actuais protagonistas a acabar o mandato com dignidade", afirmou.
O AR pretende ser, a prazo, uma alternativa para renovar a direcção do CDS-PP na qual não se revêem e cujo modelo dizem "estar esgotado".
A perda do único vereador na Câmara de Lisboa nas intercalares de Julho foi o ponto de partida para a organização daquele grupo de militantes em torno do objectivo de "renovar a distrital de Lisboa e torná-la mais próximo das pessoas".
"A distrital de Lisboa não existe", considerou.
Contactado pela Lusa, o presidente da distrital de Lisboa, António Carlos Monteiro, recusou comentar as críticas à forma como lidera aquela estrutura.
Rui Castro afirmou que o movimento quer ser "uma voz activa dentro do CDS-PP e nunca contra o CDS-PP" e por isso o movimento "foi apresentado ao líder do partido antes de qualquer notícia", sublinhou.
Pela mesma razão, disse, o movimento quis apresentar-se na sede do CDS-PP "com a autorização de quem tinha que dar autorização".
SF.
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