sábado, 21 novembro 2009 | 02:16

Literatura

por © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

"Contigo torno-me real", de Rui Pedro Silva, premiado no Festival do Livro de Londres

publicado 10:26 16 Dezembro '08

Lisboa, 16 Dez (Lusa) - "Contigo torno-me real", livro de Rui Pedro Silva sobre Jim Morrison e os Doors, foi distinguido com uma menção honrosa no Festival do Livro de Londres, disse o autor à agência Lusa.

O anúncio dos vencedores foi feito no passado dia 10, mas a entrega dos prémios acontecerá na quarta-feira em Londres, tendo o livro de Rui Pedro Silva recebido uma menção honrosa na área de não-ficção.

Rui Pedro Silva, 32 anos, considerou esta menção honrosa uma "agradável surpresa", até porque o livro foi apresentado a concurso em edição portuguesa.

"Contigo torno-me real" foi editado em Portugal em 2003 pela editora Afrontamento como uma obra sobre o culto a Jim Morrison, vocalista do grupo norte-americano Doors, falecido em 1971 aos 27 anos.

Em Março deste ano, Rui Pedro Silva reeditou uma segunda versão desta obra, contando não só a história de Jim Morrison, mas também dos Doors, enriquecendo-a com mais testemunhos e documentos inéditos, ultrapassando agora as 500 páginas.

Esta versão alargada de "Contigo torno-me real" é que foi distinguida pelo Festival do Livro de Londres e tem já garantida edição em língua inglesa nos Estados Unidos no primeiro trimestre de 2009, disse Rui Pedro Silva.

O autor, com formação em jornalismo e eleito em 2003 o maior fã português dos Doors, dedicou seis anos de trabalho ao grupo norte-americano, focando as diferentes facetas da banda e reunindo vários testemunhos.

"Deste ponto de vista acho que o livro é único no mundo, porque reúne depoimentos inéditos", sublinhou Rui Pedro Silva.

Entre eles contam-se, por exemplo, os de Bill Siddons, agente dos Doors entre 1968 e 1972, e de Jac Holzman, fundador da Elektra Records, que lançou o grupo, e que assina o prefácio do livro.

"Contigo torno-me real" (tradução adaptada do tema "You make me real" do álbum "Morrison Hotel") conta ainda com testemunhos inéditos dos membros fundadores dos Doors, assim como depoimentos de figuras como Michelle Campbell, fotógrafa oficial dos Doors em Paris, e dos dois biógrafos da banda, Jerry Hopkins e Danny Sugerman.

Há ainda participações de músicos portugueses, que falam da importância dos Doors na sua formação musical, como Zé Pedro, Pedro Abrunhosa, Jorge Palma, Rui Reininho, Tiago Bettencourt e a fadista Mariza.

Apesar de ser admirador dos Doors - "já faz parte do meu ADN" -, Rui Pedro Silva disse que este livro não foi feito na perspectiva de um fã, mas com um sentido factual, "com um forte sentido de jornalismo de investigação".

"Os Doors foram uma banda muito completa. Não era só a música, havia também o cinema, a forte influência literária, de Rimbaud, de William Blake, da Beat Generation, e pouca gente sabe disso. A morte prematura de Jim Morrison fez com que se falasse apenas dos excessos dele", disse.

SS.


publicidade
+ lidas
Aguarde um momento...
  • 24 Horas
  • 7 Dias
  • 15 Dias
  • 30 Dias