De acordo com José António Fernandes Dias, as obras do espaço que irá colher o África.cont "são muito grandes" e só deverão estar concluídas em 2012, mas "até lá vai haver uma programação solta em vários espaços camarários".
O primeiro evento será um ciclo de cinema africano com 40 filmes, que serão exibidos no Cinema São Jorge em Março, Abril e Maio, prosseguindo com uma mostra de vídeos de um artista africano - um olhar sobre sete cidades africanas - e ainda uma exposição de arte africana contemporânea.
Fernandes Dias, responsável por desenhar este projecto, cuja iniciativa partiu do Governo e da Câmara Municipal de Lisboa, e conta com as parcerias de cinco fundações - Gulbenkian, Serralves, Culturgest, Berardo e Ellipse - pretende mostrar a arte africana contemporânea que existe em algumas colecções no país, "que é ainda pouca".
O África.cont também funcionará como uma fundação, e o projecto de estatutos já está feito. "O modelo será semelhante ao da Fundação de Serralves, com 70 por cento de financiamento do Estado e o restante com mecenato", disse à Lusa o especialista em arte africana contemporânea.
Ainda sobre o funcionamento do Centro, Fernandes Dias avançou que a programação terá dois modelos: um semestre dedicado a um tema sobre o qual vão convergir várias disciplinas artísticas, tais como o cinema, literatura, dança, teatro, música, e outros seis meses com uma programação mais solta e diversificada.
"Uma instituição deste tipo não pode ser criada só a pensar em Portugal. Vamos integrar uma rede de instituições parceiras nacionais e internacionais", sublinhou.
O projecto África.cont foi definido pelo Governo como prioridade nacional, nascida da vontade política de alargar as relações diplomáticas a outros países africanos que não apenas os de língua oficial portuguesa.
AG.
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