"Ratificar o compromisso jurado de dar a vida se houver que fazê-lo, pelo povo venezuelano, pela revolução bolivariana. Eu já disse em diferentes ocasiões e digo-o sobretudo aos nossos inimigos de fora e aos nossos inimigos de dentro. Digo-o à oligarquia venezuelana, digo-o à burguesia venezuelana que connosco não se equivoquem porque esta revolução é pacífica mas também é uma revolução armada para defender-se de qualquer agressão externa ou interna", disse.
O Presidente Hugo Chávez falava no Passeio Los Próceres do Forte de Tiúna, a principal base militar de Caracas, perante milhares de simpatizantes que celebravam os 10 anos da sua chegada ao poder e do início da "revolução bolivariana".
Apesar da chuva torrencial que caía sobre Caracas, os "chavistas" permaneceram no lugar, ouvindo o Presidente, e gritando "uh, ah, Chávez não se vá" e vivas à revolução bolivariana, aos povos da América Latina e ao socialismo.
"Hoje passam 10 anos sobre o início de uma nova época na América Latina e nas Caraíbas (...) Há 10 anos começou o amanhecer desta nova era anunciada desde há tempos aos quatro ventos", começou por dizer Hugo Chávez, que se fazia acompanhar pelos Presidentes Rafael Correa (Equador), Daniel Ortega (Nicarágua), Evo Morales (Bolívia) e Manuel Zelaya (Nicarágua).
"Dez anos passaram! Se alguém se põe a comparar o que era a Venezuela há 10 anos, com o que é hoje esta terra, esta pátria, se alguém se põe a comparar o que era a América Latina e as Caraíbas há 10 anos, com o que hoje acontece nesta terra e nesta pátria grande poderão dar-se conta das gigantescas mudanças que começaram a acontecer", disse.
"Um novo mapa político se perfila na América Latina, um novo mapa económico, geopolítico. Há 10 anos, a América Latina e as Caraíbas estavam quase totalmente ajoelhadas às ordens do império norte-americano. Há 10 anos éramos o pátio traseiro do império norte-americano, hoje a situação mudou radicalmente e hoje podemos dizer que a América Latina já não é o pátio traseiro dos Estados Unidos, libertou-se do jugo imperialista", prosseguiu.
"A pátria ou é uma só e grande ou não é nem pátria nem nada (,...) só unidos poderemos derrotar o imperialismo, o atraso, o sub-desenvolvimento", sublinhou.
Segundo Hugo Chávez, os oposicionistas estão desesperados para voltarem ao poder, mas "eles simplesmente não voltarão (...) esta revolução bolivariana chegou para se estabelecer, para se alargar".
Numa alusão indirecta ao referendo sobre a reeleição presidencial ilimitada marcado para 15 de Fevereiro, Hugo Chávez disse que o seu futuro está nas mãos do povo.
"Estou simplesmente subordinado ao que o povo mande, e isto não é retórica barata. É assim, já o entendi há muito tempo. A minha vida já não é a minha vida, a minha vida já não me pertence, a minha vida pertence ao povo venezuelano, são vocês os donos da minha vida, façam com a minha vida o que lhes pareça", disse.
FPG.