sábado, 21 novembro 2009 | 04:57

Mundo

por Alexandre Brito, RTP

Bush permite a continuação de técnicas de tortura da CIA

publicado 09:31 09 Março '08
A luta contra o terrorismo serve de justificação para severas técnicas de interrogatório Ron Sachs, EPA

O presidente dos Estados Unidos vetou um diploma do Congresso que proibia a CIA de utilizar técnicas de interrogação controversas, tais como o afogamento simulado. Bush argumentou que a sua decisão se deve à necessidade de continuar a luta contra o terrorismo.

Na habitual comunicação semanal na rádio, o presidente dos EUA confirmou o que já tinha anunciado. Vetou a legislação do Congresso que pretendia acabar com as mais severas técnicas de interrogatório da CIA.

“Porque o perigo mantém-se, devemos velar para que os nossos serviços de informações tenham os instrumentos necessários para parar os terroristas”, disse Bush, argumentando que esta legislação iria “diminuir estas ferramentas vitais” da CIA.

O afogamento simulado consiste em colocar o interrogado deitado, com um pano ou celofane sobre a boca. É então introduzida, de forma consistente, enorme quantidade de água sobre a cara, que entra pela zona do nariz dando a sensação que se está a afogar.

Esta forma de interrogatório utilizada pela CIA está proibida nas Forças Armadas norte-americanas. O diploma aprovado pelo Senado pretendia alinhar a CIA pelo manual de interrogatório militar.

“O diploma que o Congresso enviou-me não iria simplesmente banir um método de interrogatório específico, como alguns afirmaram”, disse George Bush. “Iria eliminar todos os procedimentos alternativos que desenvolvemos para questionar os terroristas mais perigosos e violentos do mundo”.

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