A Suécia aparece no topo, à frente da Noruega, Islândia, Dinamarca e Finlândia.
Nova Zelândia, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Austrália ocupam as cinco posições seguintes.
O inquérito baseou-se em cinco critérios: participação económica (a trabalho igual, salário igual), oportunidade económica (acesso ao mercado do trabalho), acesso ao poder político (representação das mulheres nos órgãos decisórios), a aquisição de saber (acesso à educação) e saúde e bem-estar (acesso à saúde).
Portugal aparece em 23º lugar, atrás de países como a Letónia, Lituânia, França, Holanda, Estónia, Irlanda ou Polónia, e à frente da Hungria, República Checa, Luxemburgo, Espanha ou Áustria.
Entre os 58 países estudados, as portuguesas estão em 18º lugar no acesso ao mercado de trabalho, em 20º no acesso à saúde, em 27º na participação económica, em 31º no acesso ao poder político e em 36º na aquisição de saber.
Os países europeus menos classificados são a Itália (45º) e a Grécia (50º), refere o relatório, assinalando no entanto que nenhum país conseguiu ainda eliminar as desigualdades entre homens e mulheres.
Os países nórdicos "parecem ter-se apercebido da força económica que representam as mulheres", comentou Augusto Lopez-Claros, director do programa de competitividade internacional do Fórum Económico Mundial.
Os Estados Unidos aparecem em 17º lugar, a Rússia em 31º, a China em 33º, a Suíça em 34º, o Japão em 38º, o Brasil em 51º, a Índia em 53º, a Turquia em 57º e o Egipto em 58º.
Ao identificar e quantificar as desigualdades entre os géneros, os autores do estudo dizem ter pretendido "dar aos políticos um instrumento que os ajude a trabalhar em prol de uma melhoria significativa do potencial económico, político e social dos cidadãos", lê-se nas conclusões.
Esperam também que o seu trabalho estimule os políticos a reforçar o seu compromisso com a ideia da igualdade de géneros, e a concentrar a sua vontade política, energia e recursos - em concertação com as agências de ajuda e as organizações da sociedade civil - em torná-la uma realidade.
O estudo incluiu todos os 30 países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e outros 28 mercados emergentes.
O Fórum Económico Mundial (FEM) é uma organização internacional independente empenhada em melhorar o estado do mundo através do envolvimento dos líderes políticos em parcerias que configurem a agenda global, regional e industrial.
Constituída em fundação em 1971 e com sede em Genebra (Suíça), o FEM é uma organização imparcial, não lucrativa e alheia a interesses políticos, partidários ou nacionais.